Dias melhores para quem senhor Bush?
Escrito por Bernardo Bercht em Agosto 29, 2007
Dois anos depois da destruição de Nova Orleans, provocada pelo furacão Katrina e pelo despreparo das autoridades norte-americanas para evitar as conseqüências do fenômeno metereológico, nosso pentelho mor, George W. Bush, declarou nessa quarta-feira que “dias melhores virão” para a população da cidade devastada.
Que cara-de-pau Sr. presidente! Na sua 15ª visita à cidade que deixou à deriva, adiando o envio de socorro por diversos dias, o governante argumentou que “é difícil, algumas vezes, enxergar o progresso quando se vive numa comunidade o tempo todo”.
Que espécie de absurdo é esse? Quer dizer que o supremo mandatário, que só apareceu quando não iria mais molhar as galochas na cidade, tem uma perspectiva melhor para enxergar evolução na reconstrução da cidade do que os cidadãos de Nova Orleans?
Nesse biênio, apenas 60% da população da cidade do jazz teve condições de voltar ao lar e ao olhar para alguns bairros da cidade, ainda aparenta que o Katrina passou por ali ontem. Pior, estudos indicam que uma simples tempestade tropical seria suficiente para romper os diques improvisados que ainda não tiveram os reparos necessários para prevenir nova tragédia…
Me desculpe George… Dias melhores, porém, só quando você largar dessa cadeirinha no Salão Oval…
Agosto 31, 2007 às 12:54 am
Caro Bercht:
Os seus posts continuam muito interessantes! Logo o Mondo Interativo terá o retorno esperado, pois a qualidade e a variedade dos temas é excelente. Continuem assim.
Esse assunto sobre George W. Bush também rende bastante. Poucas vezes na história americana um presidente conseguiu realizar tantos feitos catastróficos. Não tenho nenhuma aversão pelos americanos, pelo contrário, respeito muito. Mas Bush é uma catástrofe quase tão grande quanto Cháves, na América Latina. Felizmente, nos Estados Unidos ainda existe democracia, e como você mesmo afirma, em breve o mundo se verá livre desse mal.
Caso tenha interesse pelo assunto ‘neo-realismo’, poderia indicar um artigo espetacular de um dos ícones do multilateralismo nas relações internacionais, Joseph Nye, que traduzi.
Abraços.