“Super Pole”
Prodígios e precoces

por Felipe Maciel
Em 1972, Emerson Fittipaldi se tornava o mais jovem piloto a conquistar um título mundial, marca que só seria batida em 2005, pelo espanhol Fernando Alonso. No entanto, bastaram dois anos para Lewis Hamilton ameaçar lhe tirar do mesmo trono em que o Emerson se sustentou durante décadas.
É uma fato: nunca uma nova geração da F-1 foi tão nova.
Sebastian Vettel é outro exemplo de brilhantismo precoce que surge neste circo. Aos 19 anos, o alemão se tornou o mais novo piloto a pontuar na categoria, e já mostra serviço a bordo de uma escuderia fundo-de-grid como a Toro Rosso, sobretudo debaixo de chuva, onde sabe dar show.
Seu antecessor na BMW, Robert Kubica, estreou substituindo o campeão mundial de 97 e não ficou devendo em nada ao canadense, muito pelo contrário, conquistou um pódio em sua terceira corrida, após duros duelos na pista contra Massa e Alonso durante o GP da Itália.
A F-1 assiste com entusiasmo à chegada de novatos experientes que podem proporcionar espetáculo desde a primeira corrida, a exemplo de Nico Rosberg, que cravou a volta mais rápida em sua corrida de estréia, quando abriu a contagem de pontos em seu currículo promissor.
É claro que exceções acontecem. O finlandês Kovalainen não começou da maneira que gostaria. Levou tempo para ajustar tanto o controle psicológico quanto o instável carro da equipe Renault, que pretende melhorar ainda mais para o ano que vem, quando poderá receber a grande promessa chamada Nelsinho Piquet, caso o brasileiro não seja escolhido para correr de Williams.
Agora só nos resta esperar que a geração liderada por Hamilton não se torne vítima do inglês. Da mesma forma em que tantos Trullis, Buttons, Barrichellos, Ralfs, Fisichellas… foram engolidos pelo domínio esmagador de Michael Schumacher, existe o risco de a nova leva de pilotos ser ofuscada por um potencial supremo de Lewis Hamilton.
Essa história nós não queremos ver se repetir. A categoria sonha com uma reedição da saudosa década de 80, uma F-1 de muitos nomes, e não uma competição de um homem só. Quem sabe uma era assim não esteja começando agora, neste exato momento? Talvez a disputa pelo título entre três pilotos na última prova do ano seja um bom ensaio daquilo que está por vir…
A questão é: Será que o Lewis vai permitir?
Contato: felipemaciel_fm@yahoo.com.br
Acesse nosso histórico de colunas no Arquivo Mondo.